Se informa que o início da presente época ocorre na próxima 3ºa feira, 7 Setembro, sofrendo os horários uma alteração, aos dias de semana as aulas começam às 20h30m e terminam às 22h00m.
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Dojo
Jujutsu
http://www.adceo.org/
3as , 5as
2030h-2200h
Sábados
1000h-1200h
Defesa Pessoal
-brevemente-
Tlm.:(00351) 961 957 665
Instrutor João Figueiredo
www.academiajujutsu.com
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Informa-se que no próximo Sábado e Domingo, 1 e 2 de Maio, o mestre Franz Knafl do Shobukai Áustria dará um seminário no Instituto de Jujutsu de Portugal.
(Dojo do Estádio universitário de Lisboa)
O custo do mesmo será de 10 euros.
Mais informações contactar Instituto Jujutsu de Portugal ou www.jujutsu.pt.
Levado à letra, Jujutsu significa a arte da flexibilidade, adaptabilidade.
'Ju' significa gentil, flexível, adaptável, 'jutsu' significa arte.
Apesar de o Jujutsu ser um dos mais antigos sistemas marciais em forma de arte, as suas ramificações, a sua longevidade, apesar de registadas fidedignamente em documentos históricos inquestionáveis, não deixa de ser muito difícil rastrear uma visão de conjunto porque se espraia pela História e pela prolífera variação de estilos, escolas, filosofias, de uma forma impressionante, que qualquer tentativa de unificação e definição peca sempre por escassa. Não que não seja possível, mas porque será sempre aquém do que se passou na realidade, até porque muito se perdeu na noite dos tempos.
É fácil remontar às origens de uma arte marcial, quando ela provém de uma simples fonte. No caso do Jujutsu, por causa da sua longevidade, do seu carácter seminal, o próprio Jujutsu é a fonte, que por sua vez tem a montante outras formas, outras fontes, para sempre perdidas, por não estarem documentadas. O Jujutsu é a arte marcial nuclear mais antiga, documentada.
Temos testemunhos da sua existência que remontam até 2500 anos atrás.
Indicadores apontam para que no início, o Jujutsu foi desenvolvido pelas classes baixas da população que se via envolvida na guerra, e que sem meios para comprar armas e armaduras teve de desenvolver um corpo de técnicas eficientes que possibilitasse a manutenção da vida. Pouco depois o Jujutsu mercê da sua eficácia e também da interdição de um nobre ou superior desembainhar a katana para lutar com um subordinado da classe mais baixa, espalhou-se por todas as classes sociais, mas desde o início que está associado ao combate desarmado dos mais pobres, sem no entanto deixar de incorporar o combate com armas.
Apesar de ser a arte do Samurai, encontramos antes de 750 A.C. registos de combate corpo a corpo marcial. Apesar de raramente o Samurai se encontrar desarmado, praticava a luta desarmada, e isto apesar de o Jujutsu também incorporar treino de armas. Está historicamente assente que o Jujutsu precede a instituição Samurai.
Vários estudiosos apresentam estudos que traçam a origem do combate desarmado no Japão, fora do Japão.
Seja a noção de que descende da antiga luta 'pancrácio' praticada na cultura grega das viagens de Alexandre, depois misturada com os sistemas indianos, levada para Shaolin nas viagens dos monges, seja a noção de que o Jujutsu é descendente de estilos de luta desarmada da China, como por exemplo o Shorinji Kenpo ( kempo na China).
Outros estudos indicam o Jujutsu como descendente dos estilos de luta livre autóctones do Japão.
Seja qual for a origem, o Jujutsu mercê da sua eficácia torna-se a arte de elite eleita pelos samurais, na instituição da ordem e pacificação do Japão.

A idade média japonesa vê florescer o Jujutsu, não apenas a um nível técnico onde as escolas – ryu – se multiplicam exponencialmente, mas acima de tudo, a um nível filosófico, com especial ênfase na componente ética e metafísica, por causa da idiossincrasia religiosa do povo do Sol Nascente.
Assim o Jujutsu é a esteira nuclear do Bushido, a via do guerreiro, e do Budo, a via marcial.
Apesar da brutalidade de algumas das suas técnicas, o Jujutsu actual foi modelado na era Edo (1603-1868) na medida em que a estratégia de guerra muda diminuindo a necessidade de exércitos com grande número de infantaria, e também porque ao ser proibido o duelo até à morte em tempo de paz, a dureza e violência das técnicas diminui também, começando-se desenvolver capacidade de controlar ou desabilitar o adversário utilizando métodos não violentos.
O Jujutsu é uma arte seminal, significando isto que é uma arte de onde outras derivam. Temos o caso do Judo, Aikido e Karate-do.
Temos também o caso do Jiujitsu brasileiro que é descendente directo do Judo, e que cobre pequena parte de todo o programa técnico do Jujutsu tradicional japonês, e que foi introduzido no Brasil por um mestre Japonês de nome Mitsuyo Maeda em 1917.
Desde aí foi desenvolvido e tornado popular através dos combates de vale tudo, e ganha a notoriedade que lhe reconhecemos mediaticamente hoje.
Estas artes germinaram, fundamentalmente devido a três factores :
- A modernização do Japão e a consequente ocidentalização das instituições torna obsoleto o treino marcial e com ele a instituição Samurai, a arte marcial transforma-se em desporto;
- A complexidade do Jujutsu, fez proliferar uma miríade de escolas ou estilos–ryu-, e no entanto, não permitiu uma sistematização ou corpo doutrinário e técnico, que só foi estabelecido com o desmembrar em várias artes ou 'do';
- Antes da modernização nipónica, o Jujutsu começa a ganhar má fama devido aos praticantes e escolas envolverem-se frequentemente em combates e acções violentas, decorrentes da adesão ao Jujutsu por causa da sua eficácia, e pondo de lado a sua importante vertente filosófica, ética.
O que leva o Imperador a assentar o Judo como arte de eleição e a 'expulsar' todos os mestres de Jujutsu tradicional, que do Japão se fixaram em outros países.
O Jujutsu ganha má fama, porque por um lado é visto como a arte anacrónica dos samurais, por outro porque o perder de importância desta instituição faz com que as escolas tenham de se abrir a todo o tipo de pessoas, e muitas delas sem as melhores intenções, e assim decai na altura o Jujutsu para uma arte de arruaceiros, violenta, e prestes a extinguir-se, não fosse o caso de ter surgido Jigoro Kano.
O Jujutsu na sua mais pura forma, não é nem pode ser um desporto. Na sua mais pura forma física é violência cirúrgica.
No entanto quer a sua filosofia, quer a sua metodologia de treino reduzem as lesões ao máximo, tornando-o uma das mais seguras disciplinas de combate marcial devido ao respeito pelo parceiro de treino.
Até aos anos 50 do século passado, o Jujutsu era a arte escolhida para forças policiais e militares de todo o mundo. O 'aparecimento' de outras disciplinas e a força de 'marketing' das mesmas, fez com que se tenham tomado outras escolhas, sempre sob a designação de 'mais modernas e eficazes'.
É uma arte marcial muito completa e muito simples, e é aí que reside sua complexidade.
O Jujutsu não é um desporto, como o Judo ou a luta livre, e a sua metodologia de treino está vocacionada para a defesa pessoal. Existem competições de Jujutsu, recentes, e viradas para o espectáculo, mas que nada terão a ver com o Jujutsu clássico e tradicional.
Graças ao seu carácter tradicionalista, esta arte traça uma ligação nítida ao país de origem, pelo que estudar Jujutsu implica aprender também sobre o Japão, sua cultura, História e tradições.
Esteticamente, e simplificando em demasia, podemos ver no Jujutsu as projecções do Judo, movimentação e estratégia de movimento do Aikido, e o golpear do Karate. Com isto não estamos a dizer que a combinação destas disciplinas forma o Jujutsu. Não só foram concebidas como corpo autónomo, como ganharam lugar próprio nas
artes marciais e desporto, mercê de desenvolvimento técnico e doutrinário independente e igualmente 'válido'.
No entanto, o Jujutsu não deixa de ser a raiz destas respeitáveis artes, complementos (tal como o Jujutsu) e nunca derivações do verdadeiro espírito do Budo.
A Federação Portuguesa de Jujutsu e Disciplinas Associadas, tem mantido esta tradição viva, seja através da acção de apoio à formação, seja da representação que faz da modalidade, a nível nacional e a nível internacional.
Disciplinas associadas
Terapêuticas:
Shiatsu – É uma técnica de massagem japonesa, de origem chinesa, que trabalha com pressão dos dedos os meridianos energéticos do corpo humano.
Seitai – É uma antiga técnica japonesa de manipulação da coluna vertebral e demais articulações.
Kuatsu – Arte japonesa da reanimação;
Marciais:
Kobudo – Caminho, via marcial antiga, que se caracteriza pelo estudo de armas antigas e não convencionais (Nunchakus, etc.)
Kobujutsu – Arte antecessora do Kobudo, oriunda da província de Okinawa, elaborada pelos camponeses autóctones.
Taijutsu – Antigamente era sinónimo de Jujutsu, mais recentemente introduzido em França por Roland Hernaez, que se cinde em Taijutsu e Nihon Taijutsu, sem no entanto se criarem alterações tão acentuadas que neguem o carácter do Jujutsu tradicional. Actualmente o nosso núcleo de Nihon Taijutsu, único em Portugal, encontra-se em funcionamento no dojo de Matosinhos.
Em Portugal
A introdução das artes marciais japonesas em Portugal começa na mais antiga Associação de artes marciais do país, a União Portuguesa de Budo, fundada pelo Mestre António Hilmar Schalck Corrêa Pereira, (iniciado no Jujutsu na década de 30 em Berlim), no entanto anteriores tentativas por Mestres japoneses (Hirano e Raku) de Jujutsu ocorreram, mas de forma esporádica.
Apesar de ser praticante de Jujutsu, o Mestre Corrêa Pereira é responsável pela introdução em Portugal do Karaté e do Judo.
Aluno, estudante na União Portuguesa de Budo, praticante há mais de 30 anos, o Mestre Luís Fernando, 7º Dan de Jujutsu, Mestre de Judo, Instrutor do Corpo de Intervenção da PSP, é o mais graduado Mestre de Jujutsu em Portugal, e um dos mais antigos praticantes, e muito tem feito pela preservação e projecção desta arte milenar. Nomeadamente mais de 30 anos de ensino, promoção de estágios internacionais e criação da Federação Portuguesa de Jujutsu e Disciplinas Associadas.
O JuJutsu é uma arte marcial altamente eficaz usada pelos samurais no antigo Japão.
Actualmente mantém o seu espírito e a sua tradicional eficiência, embora adaptada às situações existentes actualmente. É um sistema bastante completo onde se usa essencialmente a adaptação e a flexibilidade (Ju), permitindo a uma pessoa pequena e fraca derrotar e dominar um ou mais agressores maiores e mais fortes, usando um vasto leque de técnicas com batimentos (murros, pontapés, cotoveladas e joelhadas), projecções, chaves, luxações e estrangulamentos.
Permite também, defesas contra ataques com armas, técnicas com bastão (tanbo), faca (tanto), tonfa policial, kubotan (kashi-no-bo), bastão médio (hanbo), outras armas e técnicas de luta no chão, onde muitas vezes terminam os confrontos.
O JuJutsu (a arte da flexibilidade e da adaptação) é entre as artes marciais a mais eficaz e potencialmente a mais destrutiva. É uma das artes marciais mais antigas, a sua origem está para além dos 2.500 anos!!!
O JuJutsu é também a base para muitas das artes mais modernas, incluindo o Judo, o Karate e o Aikido.
Um praticante da arte do JuJutsu estudou as técnicas que dão origem ás combinações do judo (projeções e força de alavanca), Aikido (os nervos e momento binario do atacante), karaté (que golpeia e recua), e outras artes martiais.
Um praticante desta arte marcial tem a opção de fazer um dano corporal grande ao seu adversário. O praticante tem também a escolha de fazer com que seu oponente tenha dor severa sem nenhum ferimento real.
Por causa deste potencial, o praticante do JuJutsu aceita também uma filosofia da não-violência. Um confronto físico deve ser evitado sempre que possível. O praticante de JuJutsu deve adotar uma atitude de auto-controle, que o ajudará a evoluir para uma pessoa melhor e ao mesmo tempo evitar confrontos desnecessários. É a paz e a confiança interna que o praticante adquire que torna isso possível. A paciência é a chave.
Um praticante devidamente instruído faz tudo o que for possível para evitar um confronto físico, não somente porque ele sabe que um tal confronto é desnecessário, mas também porque tem a possibilidade de se defender melhor (consequentemente, demonstrar isso é desnecessário), e porque um confronto físico é filosoficamente degradante, como indicador que todos os outros meios de fuga ao conflito falharam.
Cumprimentos a todos.
Este é o local onde inauguramos este novo projecto virado essencialmente para o Jujutsu de defesa pessoal, respeitante da tradição, mas com um enfoque essencial na viabilidade e efectividade das técnicas em contexto de rua, ou seja, o mais próximo das situações reais que a existência nos proporciona.
Um grande abraço, e prosperidade mútua.
João Figueiredo
